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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Viúva de Eduardo Campos diz estar à disposição do PSB em PE, mas não cita nome de Marina Silva

Em sua primeira fala após a morte do marido, Eduardo Campos (PSB), Renata Campos leu uma curta carta nesta segunda-feira (18) afirmando que a família não vai desistir do Brasil e se colocando à disposição do partido na disputa em Pernambuco.

"Fica tranquilo, Dudu, teremos a sua coragem para mudar o Brasil. Não desistiremos do Brasil. É aqui que cuidaremos dos nossos filhos", disse, sendo bastante aplaudida pelo público que a acompanhava.

O nome de Marina Silva (PSB), apontado para assumir a candidatura à Presidência no lugar de Eduardo Campos, não foi lembrado em momento algum do discurso. Renata também não mencionou a possibilidade de ser vice de Marina na chapa.

Único irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos disse que a viúva "ainda resiste" à ideia de assumir como vice de Marina Silva, mas que ela conta com apoio da família. Renata convocou o encontro com lideranças e militância de todos os partidos da Frente Popular de Pernambuco.

Ela chegou à casa de eventos Blue Angel, no bairro do Derby, no Recife, com duas horas de atraso, acompanhada dos cinco filhos --Maria Eduarda, João, Pedro, José e Miguel. Também vieram com elas os candidatos da chapa socialista, Paulo Câmara, para o governo do Estado, Raul Henry, candidato a vice, e Fernando Bezerra Coelho, que disputa o Senado. Antes de falar, ouviu os discursos das principais de lideranças. Na carta lida, Renata disse que estava lá com os filhos para se colocar à disposição dos candidatos da Frente Popular.

"Nós estamos aqui para deixar essa mensagem", disse. Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, mostra Paulo Câmara em segundo lugar com 13%, atrás de Armando Monteiro Neto com 47%. "Depois da tragédia, lembro que perguntaram: 'O que faremos?' Mantém tudo como ele queria! Como participei a vida toda, não terá diferença nessa. Tenho a sensação que tenho de participar por dois. Foi da vontade dele de eleger Paulo, Raul e Fernando", declarou. "Estou aqui com meus filhos para dizer que Paulo, Raul e Fernando contem com a gente". No fim, o público cantou os parabéns para a aniversariante, que completou 47 anos nesta segunda-feira. Renata deixou o local sem falar com a imprensa. Antes, Fernando Bezerra afirmou que Eduardo Campos teria dito que a campanha teria começado na véspera da morte. "Eduardo me disse: 'O jogo vai começar quando eu sentar na bancada do 'Jornal Nacional'. Ali o Brasil vai conhecer o que eu fiz por Pernambuco'", relatou.




fonte: uol

sábado, 16 de agosto de 2014

PSB e Rede chegam a acordo para lançar Marina à Presidência

Decisão foi confirmada a jornal por Roberto Amaral, novo presidente do PSB



PSB e Rede Sustentabilidade chegaram a um acordo para lançar Marina Silva candidata à Presidência da República, em substituição a Eduardo Campos. A informação foi divulgada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo, que ouviu o novo presidente do PSB, Roberto Amaral. "A candidatura de Marina contempla nosso projeto. Será uma solução de continuidade. O PSB indicará o novo vice", disse Amaral.

A confirmação do nome de Marina, contudo, depende da decisão da maioria dos partidos que compõem a coligação Unidos pelo Brasil. Além de PSB e PPS, que já confirmaram apoio ao nome de Marina, fazem parte da aliança PHS, PRP, PPL e PSL. O anúncio oficial sobre a decisão da coligação será feito na quarta-feira.

O acordo entre o PSB e a Rede Sustentabilidade, grupo político ligado a Marina, prevê que a ex-senadora atenda a duas reinvindicações: respeite as alianças eleitorais feitas pelo PSB nos Estados e incorpore o discurso desenvolvimentista da legenda.

Na sexta-feira, a ex-senadora havia dado aval ao comando do PSB para realizar uma consulta interna no partido sobre sua entrada na disputa à Presidência, em substituição a Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira. Lideranças do PSB estiveram na casa de Marina, em São Paulo, e trataram do assunto.

A comitiva enviada à casa de Marina foi capitaneada por Amaral, além da deputada Luiza Erundina (SP), do secretário-geral da sigla, Carlos Siqueira, e de Walter Feldman, conselheiro da ex-senadora e responsável pela "ponte" entre o PSB e os "marineiros" da Rede Sustentabilidade.

Na rápida conversa, Marina autorizou o partido a realizar a consulta interna sobre o apoio à candidatura – e ouviu do grupo que as lideranças majoritárias já manifestaram apoio a ela, classificada como "o caminho natural". Segundo aliados da ex-senadora, ela só aceitaria a candidatura se seu nome for aclamado pelo partido.

Além disso, Marian fazia questão de fechar questão antes com os dirigentes de sua Rede. O principal temor de Marina é que os já complicados arranjos nos palanques estaduais se deteriorassem. Desde a quinta-feira, lideranças regionais do PSB, partido que durante anos orbitou os governos Lula e Dilma Rousseff, foram procuradas por petistas numa tentativa de reaproximação.

Amiga da família de Eduardo Campos, Marina segue para Recife na manha deste sábado para o velório de Campos e permanecerá lá até enterro do ex-governador pernambucano, no domingo.



Fonte: Com informações da Veja Online/180graus

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